Páginas

quarta-feira, 20 de julho de 2022

FAXINAL - HOSPITAL JUAREZ BARRETO

Reinaugurado no final de 2021, o Hospital Municipal Juarez Barreto de Macedo, de Faxinal, completou pouco mais de seis meses de atendimento e os resultados, até o momento, têm superado as expectativas da gestão municipal. A hospital foi reaberto com uma nova forma de gestão, que vem sendo usada nas principais instituições hospitalares, onde uma empresa terceirizada assume a gestão do serviço.

O secretário municipal de Saúde, Fernando Decarle Campos, comenta que a havia uma expectativa muito grande com relação à reabertura do hospital municipal, inicialmente, porque já não estavam mais nascendo faxinalenses no município, já que todas as gestantes iam para Apucarana para ter seus bebês e, com a reabertura do centro cirúrgico, os partos voltaram a ocorrer no município. Já são 67 partos realizados no hospital desde a retomada dos trabalhos.

Fernando Campos salienta que também havia uma grande expectativa com relação à retomada das cirurgias eletivas em Faxinal, já que até então eram realizadas fora do município. Após a retomada das atividades do hospital, cerca de 70 cirurgias foram realizadas, sendo a grande maioria de pacientes de Faxinal e alguns de municípios vizinhos. Pela característica regional, o hospital vai atender moradores de cidades vizinhas, o que torna Faxinal uma referência em saúde para a microrregião.

Foram realizadas cirurgias de vesícula, hérnia, histerectomia e lipomas; porém, o secretário de Saúde de Faxinal comenta que, em breve, outras cirurgias serão credenciadas, especialmente, na área de ginecologia e ortopedia, além de algumas nas especialidades de otorrino. “O hospital está muito mais produtivo do que era antes da reforma; temos acomodações com o mesmo nível de um hospital particular, que são aconchegantes, com instalações modernas, equipamentos de última geração e com raio-x digital”, salienta.

Pronto Atendimento

Fernando Campos salienta que um dos pontos que está sendo discutido com a gestão do hospital está relacionado com o pronto atendimento.

Houve uma mudança, com a nova gestão do hospital, em relação ao que havia anteriormente. “A população precisa entender as mudanças que estão acontecendo, pois muitos desses pacientes eram acostumados a sair da casa e ir ao hospital para atendimento, pois o médico estava ali e era atendido de alguma forma; mas, hoje, existe um critério um pouco mais rigoroso para esse atendimento, mas não existe uma negligência”, salienta o secretário de Saúde.

A diretora administrativa do hospital, Viviane Schmoeler, explica que o hospital também funciona como um pronto-socorro e que, por esse motivo, precisa priorizar os atendimentos de urgência e emergência, que são aqueles em que o paciente tem risco de vida.

Ela explica que alguns pacientes procuram o serviço de pronto-atendimento do hospital, especialmente nos finais de semana e no período noturno, para consultas clínicas ou apresentar exames para o médico, que são atendimentos que poderiam ser realizados nos postos de saúde. “Isso acarreta um transtorno, pois acumula o atendimento e precisamos priorizar os casos de emergência e urgência; temos o plantão para atendimento 24 horas e precisamos ter a compreensão das pessoas que elas serão atendidas, mas observando o quadro de classificação”, explica a gestora do hospital.

O secretário de Saúde, Fernando Campos, ressalta que, há alguns meses, o município registrou um número muito grande de pessoas com síndromes respiratórias graves, especialmente em crianças e isso fez com que o atendimento se acumulasse. Além disso, existe uma dificuldade na contratação de profissionais, principalmente de especialistas como pediatras, mas que o município está buscando ampliar o atendimento.

Com relação às cirurgias eletivas, o secretário destaca que o município zerou a fila de espera para algumas cirurgias, que estavam represadas.

Aproveitando a estrutura do hospital municipal, em parceria com o Consórcio Intermunicipal de Saúde, para atender à demanda, já foram realizadas 80 cirurgias de pele; 35 cirurgias ortopédicas; 95 cirurgias de otorrino; 45 cirurgias vasculares; 10 cirurgias de cabeça e pescoço; e 58 cirurgias gerais, além de seis cirurgias ginecológicas.

Fonte\créditos - Paraná Centro

Nenhum comentário:

Postar um comentário